SINDIBOR

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Dados do Setor

Conjuntura Econômica

O ano de 2015 foi extremamente difícil para a economia brasileira, refletido no desempenho negativo do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em -3,8%. A turbulência política vivida no País, às voltas durante todo o ano com manifestações nas ruas pedindo o impeachment da presidente Dilma Roussef, motivadas também pelos escândalos na gestão da maior empresa do País, tornou praticamente inoperante a condução da política econômica. Mais ainda, o ajuste fiscal necessário e prometido nem chegou propriamente a ser executado. Enfim, um ano perdido.

Impactos na Indústria

Para a indústria, especificamente, o estrago foi ainda maior e o setor registrou uma queda de estimados 8,3%, um resultado muito pior do que o verificado em 2009, quando foram sentidos os efeitos da crise americana. A despeito da expressiva desvalorização cambial ocorrida durante o ano, a indústria não conseguiu responder. Em novembro de 2015, a produção industrial estava 19,2% abaixo do pico histórico registrado em junho de 2013 e atuava no mesmo nível de produção verificado em janeiro de 2009. A deterioração do consumo das famílias brasileiras foi o principal fator responsável pelos números mais fracos do setor. O desaquecimento do mercado de trabalho e do crédito aponta que o declínio tende a continuar se manifestando em 2016. No entanto, a desvalorização cambial deve começar a afetar de forma mais consistente as exportações do setor. Tal fenômeno, por exemplo, já contribuiu para o resultado da agropecuária, que foi o único grande setor do País a apresentar bom desempenho. Mesmo o setor de serviços, que ancorou o crescimento brasileiro nos anos dourados do ciclo de alta das commodities, apresentou seu primeiro resultado negativo em mais de dez anos, da ordem de -3,6%. Segundo os números do IBGE, em sua Pesquisa Industrial Mensal, a indústria brasileira recuou 0,7% em dezembro e, com isso, acumulou queda de 8,3% em 2015, o pior resultado anual da série histórica iniciada em 2002. Na comparação com dezembro de 2014, houve retração de 11,9%. O recuo da atividade industrial no fim do ano foi impulsionado pela retração de 13 dos 24 setores pesquisados, com destaque para bebidas e máquinas e equipamentos, que registraram variações negativas de 8,4% e 8,3%, respectivamente. Já o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias ampliou a alta observada em novembro, com crescimento de 4,7%. No mesmo sentido, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos apresentaram elevação de 12,2% em dezembro na comparação com novembro. Entre as categorias de uso, a de bens de capital intensificou a contração verificada durante o ano e encerrou 2015 com retração de 25,5%. Já a produção de bens de consumo duráveis avançou 9,4% entre novembro e o último mês de 2015, expansão insuficiente, porém, para reverter a queda acumulada de 18,7% no ano de 2014. No mesmo sentido, os bens semiduráveis e não duráveis declinaram 6,7% em 2015. Em consonância com os demais segmentos, os bens intermediários acumularam variação negativa de 5,2% em 2015.

Perspectivas

Em 2016, o Brasil deverá apresentar o pior desempenho global entre as nações mais importantes. Segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada em janeiro de 2016, a economia brasileira deverá recuar 3,5% no ano. Em outubro de 2015, a mesma instituição calculava que o recuo seria menor, de 1%. O resultado destoa da média mundial, na qual vários países deverão apresentar resultados melhores do que em 2015: os Estados Unidos, por exemplo, continuam em sua escalada de recuperação e deverão crescer 2,6%; na Zona do Euro, a perspectiva é de incremento de 1,7%, com grande recuperação da Espanha, que deverá apresentar expansão de 2,7% no ano. A China, por sua vez, deverá diminuir um pouco mais o seu ritmo de crescimento, com resultado de 6,3% em 2016 – ainda assim muito expressivo. Com tais resultados, a economia global deverá avançar 3,4% em 2016, mas a economia brasileira seguirá em descompasso flagrante com a economia mundial.

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Nossos principais indicadores

Faturamento

Fonte: PIA/IBGE*

*Dado para Reforma de Pneus, segundo PIA-IBGE, é de 2013. O dado para artefatos de borracha também utilizou a PIA, mas foi estimada para 2015, segundo resultados da pesquisa de campo realizada em 2015.

R$ 1,347 bilhões
Reforma de Pneus
R$ 5,783 bilhões
Artefatos de Borracha
R$ 7,131 bilhões
Total

Empregos diretos

Fonte: MTE/Caged

17.070
Reforma de Pneus
47.357
Artefatos de Borracha
64.427
Total

Empresas (estabelecimentos)

Fonte: MTE/RAIS

1.754
Reforma de Pneus
2.255
Artefatos de Borracha
4.009
Total

Exportações*

Fonte: SECEX/MDIC
*Capítulo 40 (exceto matéria prima e pneumáticos)

US$ 359 bilhões
2015
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Borracha Natural

Parceria ABIARB/SINDIBOR e Borracha Natural

A ABIARB/SINDIBOR firma convênio com a Natural, empresa gestora do site Borracha Natural, para disponibilizar algumas informações relevantes sobre a matéria-prima borracha natural aos seus associados. Acompanhe os indicadores e números do segmento neste espaço.

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Balança Comercial

Monitoramento do Comércio Exterior Brasileiro
Janeiro de 2015

BORRACHA E SUAS OBRAS
CAPÍTULO 40

Elaboração: DEREX
Área de Defesa Comercial

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